O segredo e um baú, selvagem como a Cabernet Sauvignon

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Nas primeiras páginas conheço a história de Davina. Uma garota que nasceu em um vilarejo ao norte da Inglaterra no ano de 1850. Fico chocada ao saber que ela enfrentará dificuldades e sofrimentos que mudarão sua vida, indo parar em um colégio interno de Londres.

Abro um tinto com taninos suaves para amenizar meu nervosismo. Um cabernet sauvignon, selvagem como Davina.

Enquanto isso, Maria e Fábio, que estão juntos desde a aventura no Alasca,  fazem uma viagem a Londres, aqui mesmo, no século XXI. Tudo está tranquilo até que um baú largado em um galpão pelo Museu Britânico, atrai a atenção de Maria.

Dentro desse galpão, uma banda toca rock. Maria circula pelo lugar e se aproxima do baú. Quando a banda chega no refrão de uma música cantada com certo sofrimento, o baú, até então isolado, começa a trepidar.

Os sabores de frutas maduras e especiarias do vinho envolve meu paladar e me faz suar. De repente, a tampa do baú se abre e sinto as nuances da madeira.

Continuo seguindo Maria, que agora se assombra com os ruídos provocados pelo baú. Um vendaval surge de dentro dele e uma voz grita: “Socorro!”

A lágrima alcoólica escorre pela taça já quase vazia.

Depois de se agarrar no pilar para não ser engolida pelo vento, Maria não resiste e é arrastada, junto com o resto da banda.

Em um baque surdo, o baú fecha sua tampa e tudo fica vazio e silencioso dentro do galpão.

Sentindo a cabeça latejar, ela acorda e percebe que ainda está em Londres, no entanto, as ruas lamacentas, onde carroças puxadas por cavalos dividem as ruas com senhoras de vestido longo, denunciam que estão século XIX.

Vou precisar de mais uma taça para seguir lendo esta história!

 

 

Livro: O segredo e um baú, Katia Parente